Cooperativas Escolares fortalecem protagonismo estudantil e celebram 10 anos do programa no Vale do Rio Pardo


Publicado 09/03/2026 00:00
Gabinete do Prefeito,Secretaria de Educação, Cultura e Turismo
Cooperativas Escolares fortalecem protagonismo estudantil e celebram 10 anos do programa no Vale do Rio Pardo


O Sicredi Vale do Rio Pardo realizou, na última sexta-feira, em sua sede em Santa Cruz do Sul, a abertura oficial das atividades do Programa Cooperativas Escolares 2026, reunindo professores orientadores e gestores das 34 cooperativas escolares espalhadas pelos nove municípios do Vale do Rio Pardo.

Os participantes foram acolhidos em um cenário simbólico e inspirador: camisetas das cooperativas dispostas em árvores floridas, representando os frutos da trajetória do programa, que em 2026 completa 10 anos de atuação na região. A ambientação reforçou o sentido de crescimento coletivo, aprendizagem e transformação que as cooperativas escolares promovem dentro das escolas.

A mensagem de acolhida foi conduzida por Marco Antonio da Rocha, coordenador de Cooperativismo e Sustentabilidade, e Glaucia Cabral Moraes, assessora da área. Ambos destacaram a importância do investimento de tempo na formação cooperativa, no protagonismo estudantil e na construção de uma educação mais humana, colaborativa e comprometida com a comunidade. Utilizando o símbolo da ampulheta, deixaram como mensagem para o ano de 2026 o desejo de que seja um período de parcerias, propósito e realizações compartilhadas.

Na sequência, estudantes egressos das cooperativas escolares, integrantes do Programa Movimento de Oportunidades, Vivências e Experiências (MOVE), compartilharam relatos emocionantes sobre a participação no programa durante a vida escolar. Em suas falas, trouxeram elementos históricos do cooperativismo, como a figura do Padre Theodor Amstad, os dois pinheiros – símbolo do cooperativismo – e a mala do padre, que representava sua simplicidade e dedicação ao levar consigo apenas o essencial para difundir a cooperação nas comunidades.

Os estudantes também apresentaram dados da trajetória do programa no Vale do Rio Pardo. Atualmente, são 34 cooperativas escolares fundadas, o que representa cerca de 12% das cooperativas escolares existentes no Brasil, reunindo aproximadamente 1.100 estudantes associados e mais de 100 professores orientadores e gestores capacitados, com atuação em nove municípios da região.

A programação do encontro foi conduzida pela equipe de assessoria formada por Delci Bender, Gustavo Guimarães, William Pollnow, Nêmora Backes, Débora Leonhardt Silva e Fernanda Saldanha, que retomaram as responsabilidades e atribuições da rede de compromisso com os programas de educação. Também foram apresentados instrumentos de planejamento pedagógico para os professores orientadores, com registros realizados por meio do aplicativo Padlet, além do calendário anual de atividades.

Entre as ações previstas estão diversas missões comemorativas pelos 10 anos do programa, incluindo as Missões Bônus Coonecta, que possuem regulamento próprio. Nelas, as pontuações conquistadas são convertidas em moeda simbólica, conforme o número de associados de cada cooperativa, garantindo uma divisão equitativa. As atividades têm como objetivo fortalecer a identidade e a memória histórica das cooperativas, vivenciar os princípios do cooperativismo, incentivar o protagonismo estudantil e integrar as ações ao cotidiano das escolas, respeitando as fases vividas por cada cooperativa dentro da metodologia da Cooperlândia. Importante destacar que essas missões não possuem caráter competitivo, mas sim formativo e colaborativo.

O calendário também prevê momentos de formação continuada para professores e gestores, saídas de campo, oficinas de cargos para os associados, intercâmbio entre cooperativas, a realização do 2º Coonecta Coopes, lives em homenagem ao Dia do Professor, escuta ativa de estudantes, professores e equipes gestoras, além de fóruns de lideranças e produção de relatos de experiência.

Durante o evento também foi realizada a entrega da Revista EloCoop e apresentada a rede de parceiros do programa, um verdadeiro ecossistema de colaboração criado para ampliar oportunidades aos estudantes participantes. Ao todo, 14 organizações integram essa rede, conectando escolas, empresas e instituições em um ambiente de aprendizagem viva. Entre os parceiros estão: Afubra, Caciva, Certaja Energia, Converge Santa Cruz, Coopervec, Cooprova, Fupasc, Gauten Santa Cruz do Sul, Instituto Crescer Legal, IFSul, JTI, Living Vales/Unisc, Projeto Pescar, Sebrae-RS e Sicredi Vale do Rio Pardo.

No período da tarde, os participantes vivenciaram um momento de estudo coletivo, com diálogo, investigação e registro das descobertas, promovendo reflexão, conexão e consciência. A atividade foi baseada em documentos como “Educação para Transformação Social – concepções e diálogos em cooperação” e “O Programa Cooperativas Escolares em interface com a BNCC”, destacando pressupostos pedagógicos, identidade do programa e conexões com a prática educativa.

Como a mala será o símbolo do ano do Programa Cooperativas Escolares, os participantes foram desafiados a um momento de criação coletiva. Cada grupo construiu, com materiais disponibilizados, um objeto que jamais deveria deixar de estar na mala. Os trabalhos foram apresentados e depositados simbolicamente dentro da mala. Entre os elementos mais presentes nas criações destacaram-se o ser humano, a união, a educação, a solidariedade e o olhar comunitário. E para finalizar esta atividade cada professor orientador escreveu uma carta para os associados de sua Cooperativa.

Ainda durante a tarde, o presidente do Sicredi Vale do Rio Pardo, Heitor Álvaro Petry, marcou presença no encontro, desejando a todos um ano de parceria e colaboração para que o programa continue cumprindo seu propósito junto às escolas. Na ocasião, também lançou o Fundo Empreendedor, que prevê o repasse de recursos para cada cooperativa escolar fundada até dezembro de 2025, com o objetivo de impulsionar e aprimorar seus objetos de aprendizagem, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à metodologia do programa.

Segundo Petry, ao acompanhar as assembleias das cooperativas escolares foi possível perceber que algumas possuem maior recurso em caixa, enquanto outras ainda estão em fase inicial. “O Fundo Empreendedor busca fortalecer o protagonismo estudantil, proporcionar a vivência prática do cooperativismo e estimular iniciativas empreendedoras alinhadas aos princípios cooperativistas e aos objetivos pedagógicos das cooperativas escolares”, destacou.

O município de Sinimbu esteve representado no encontro pelo gerente da Sicredi de Sinimbu, Erceu Bohrz,  pela secretária municipal de Educação, Cultura e Turismo, Anita W. Brandenburg, por integrantes da equipe pedagógica da secretaria, entre eles Fátima Wink Bohnen, também coordenadora local do programa, além do professor Rafael Schultz, orientador da Cooperativa Escolar Gotinha D’Água, da EMEF Carlos Boettcher Filho, de Rio Pequeno. Da EMEF Guararapes, participaram a diretora Diana Aline Dorfey e a professora orientadora Lilian Carvalho.

A secretária Anita recorda que há dez anos teve a alegria e o privilégio de acompanhar de perto o nascimento de um sonho que hoje se consolida como uma realidade transformadora na educação do município. “A fundação da primeira cooperativa escolar, Brotando da Terra, na EMEF Guararapes, marcou o início de uma caminhada muito especial. Talvez naquele momento ainda não tivéssemos dimensão da grandeza do que estava sendo plantado, mas sabíamos que ali germinava algo profundamente significativo: a formação de estudantes mais conscientes, participativos e comprometidos com o coletivo.”

Para Anita, celebrar os 10 anos da Cooperativa Escolar Brotando da Terra e do Programa Cooperativas Escolares no Vale do Rio Pardo é reconhecer que a cooperativa escolar é muito mais do que um projeto dentro da escola. “Ela é um espaço vivo de aprendizagem, onde valores e princípios são vivenciados no dia a dia. É ali que nossos estudantes aprendem, na prática, sobre cooperação, responsabilidade, respeito, solidariedade e participação. É ali que o protagonismo juvenil ganha voz, forma e significado por meio da pesquisa, investigação e compartilhamento de conhecimentos.”

Em 2019, a EMEF Carlos Boettcher Filho também criou sua cooperativa escolar, a Gotinha D’Água, ampliando esse espaço de formação dentro da escola. O ambiente cooperativo permite que os estudantes organizem ideias, tomem decisões coletivas, planejem ações e assumam responsabilidades, evidenciando o processo de formação cidadã.

As cooperativas escolares são iniciativas educativas, sem fins lucrativos, formadas pela união voluntária de crianças e adolescentes que desenvolvem atividades sociais, econômicas e culturais a partir de objetivos comuns. Essas experiências dialogam profundamente com as Competências Gerais da BNCC e proporcionam aprendizagens que ultrapassam os conteúdos curriculares.

“São experiências concretas que conectam teoria e prática, escola e vida, conhecimento e realidade. Representam oportunidades reais para desenvolver autonomia, pensamento crítico, empatia, colaboração e iniciativa”, destacam os professores orientadores Rafael Schultz e Lilian Carvalho.

Ao final, a secretária Anita reforça que celebrar os dez anos do programa também é reconhecer cada pessoa que ajudou a construir essa história. “Celebrar essa trajetória é celebrar cada estudante que participou dessa caminhada, cada educador que acreditou e cada comunidade escolar que abraçou essa proposta. Seguimos convictos de que a educação se fortalece quando abre espaço para experiências significativas, capazes de despertar nos jovens o desejo de construir, juntos, um mundo melhor.”

Cooperativas Escolares fortalecem protagonismo estudantil e celebram 10 anos do programa no Vale do Rio Pardo


Cooperativas Escolares fortalecem protagonismo estudantil e celebram 10 anos do programa no Vale do Rio Pardo


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